Meu cowboy mafioso
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Layla nunca imaginou que sua vida na cidade grande pudesse mudar tanto em tão pouco tempo. Acostumada com a agitação das ruas movimentadas e dos prédios altos, agora se via rodeada de vastas plantações e um estilo de vida totalmente diferente. Mas o que ela não esperava era conhecer Aiden Caccini, o homem que mudaria o rumo de sua vida para sempre. Aiden era um homem enigmático e misterioso, com olhos que pareciam enxergar a alma de Layla. Ela se sentia atraída por ele de uma forma inexplicável, mesmo sabendo que a relação entre eles seria complicada. Afinal, ele era um fazendeiro rico e…
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Chapter 1
- POV LAYLA
Mamãe sempre deixou isso claro para mim, antes da sua partida as coisas eram mais fáceis.
Mas infelizmente a doença tomou conta dos seus pulmões e a tirou de nós, deixando meu pai sozinho com duas meninas para criar.
Queria não ser egoísta e pensar que o destino nos odeia, demorei alguns anos para superar a falta que ela fazia e ainda faz, só que agora com menos intensidade.
Não foi fácil não ter com que contar sobre a minha primeira vez menstruando, mas o meu pai foi um guerreiro, sempre se mostrou e ainda se mostra interessado na minha opinião e na da minha irmã.
Exceto por agora, quando ele diz que nós vamos nos mudar, para a puta que pariu, um lugar no Texas chamado de Braston City, qual é? Quem raios coloca um nome desse em uma cidade.
Pelo o que a Mali pesquisou, a cidade não tem cobertura de rede, então resumidamente é isto que vai nos acontecer.
Sairemos da civilização e voltaremos para o tempo das cavernas, mas entendo o meu pai, ele deu um duro danado para nos dar um bom futuro e estabilidade financeira, o problema foi que a empresa que ele trabalhava faliu e todos perderam dinheiro inclusive ele.
Portanto, ou nos mudamos para o Texas ou nos juntamos aos desabrigados.
Não sou uma pessoa muito social, e isso não me incomoda tanto, mas a Maria Luiza está tendo um ataque de histeria desde a hora que meu pai anunciou a nossa partida.
Que por acaso é hoje.
Mas há alguém bem feliz com isso, a cobra da minha madrasta, uma modelo gostosona, que infelizmente caiu nas graças do meu pai.
No começo ela era doce e gentil, mas foi só conquistá-lo de verdade, mostrou a sua verdadeira face, para mim e minha irmã é claro, perto do nosso pai, ela finge ser recatada e do lar.
— MARIA LUIZA COLLINS! ANDA LOGO!— grito e escuto seu suspiro ao arrastar a mala e fechar a porta do seu quarto.
— por que o mundo me odeia? O que eu fiz de ruim, na vida passada para está pagando nessa? Por que viver sem Wi-Fi me deixa louca só de imaginar.
— tem livros, podemos ler.— sugiro, nos entreolhamos e sorrimos.
— boa piadista você, como se eu me interessasse por leitura, gosto de sair, viver a vida.
— e eu amo o nosso pai acima de todas essas coisas, portanto, sugiro que você feche essa sua boca reclamona e o apoie, a gente nem sabe como é a cidade, não temos o direito de reclamar de barriga cheia.
— você é tão certinha que me deixa tonta... me segura... me segura que vou cair.— fala colocando a mão no peito fingindo um desmaio.
Ordinária.
— para de ser sonsa e leva logo as malas para o carro... o papai está esperando.
— e você o que ainda faz aqui?
— esperando você, não suporto estar na mesma lugar que aquela pitom por muito tempo.
— então vamos logo, antes que ela envenene ainda mais o nosso papito.— fala puxando a sua mala e sigo atrás dela.
(...)
— pai, vamos ter uma apê só nosso né?— Maria questiona e a Antonela sorri tirando sarro da cara dela.
— querida, nós não vamos morar em apartamento, até porque a cidade na possui prédios, mas ficaremos numa bela casa cedida pelo senhor Caccini o meu patrão.
— e como ele é?— questiona.
— dizem que é autoritário, mas trabalha dentro da lei.
— não isso, eu quero saber se ele é bonito.
— Maria Luiza! Ele tem trinta e poucos anos, não é para o seu bico garota.— papai a repreende e ela sorri.
Já estávamos no aeroporto, a espera do motorista da fazenda que virá nos buscar, mas começo a pensar que está vindo de camelo.
Depois de mais alguns minutos e ouvir o meu pai listar motivos para que nem eu nem a Maria Luiza se envolva com qualquer pessoa desta cidade, o motorista chegou, numa caminhonete prata.
Ótimo! Uma caminhonete é bastante confortável, ao menos tinha quatro lugares.
Meu pai e o motorista foram na frente, enquanto eu, Mali, e Antonela fomos atrás.
Ela foi entre nós duas e para evitarmos confusão, viramos o rosto e encaramos a vegetação durante todo o caminho.
A cidade não era ruim de todo modo, mas ainda assim é estranho demais não ver uma cafeteria perto, e tão pouco um restaurante.
Mas bares, isso tem, em trinta minutos de trajeto já olhei três.
Quando nos aproximamos de uma casa enorme, achei que ficaríamos nela, mas o motorista mencionou que pertence ao Caccini, e por isso vimos a placa na entrada " vem vindo a Caccini Vill "
E a nossa casa era vizinha da dele, quando o homem estacionou, Maria desceu rápido demais e eu demorei alguns segundos para crer no que estava vendo.
— eu estou me sentindo no período colonial.— ela diz e seguro a risada.
— a casa é linda.— Antonela comenta.
— eu concordo.— falo e acho que foi a primeira vez na vida que fiz isso.
Meu pai sorriu feliz, e esperamos o motorista lhe entregar as chaves e adentramos o lugar.
A entrada da casa é linda, apesar do estilo antigo, como portas e janelas de madeira e as paredes num tom amarelo queimado, e ter muitas plantas na fachada, parece muito com as casas do interior dos Estados Unidos.
Nada que uma boa mão de tinta não resolva.
Mas o que me encantou de fato foi o interior da casa, móveis recém comprados, piso envernizado, e a cozinha inteira para mim.
— eu realmente gostei da casa.— confesso e papai beija a minha cabeça, seu telefone toca e ele pede licença e vai para a varanda.
Luiza se aproxima e sorrio da sua carranca, ela amou o lugar mas tá se fazendo de difícil.
— você concordou com a cobra, cadê a união das irmãs?
— ainda existe, confessa, você amou o lugar.— afirmo e ela sorri sem mostrar os dentes.
— quer saber, eu vou achar o meu quarto, e espero que o seu seja horrível.
— vai sua criança.— brinco e a vejo subir as escadas, Antonela me encara do sofá e força um sorriso e eu retribuí da mesma maneira.
As coisas não seriam fáceis, mas pelo meu pai, estou mais que preparada.
Mamãe sempre deixou isso claro para mim, antes da sua partida as coisas eram mais fáceis.
Mas infelizmente a doença tomou conta dos seus pulmões e a tirou de nós, deixando meu pai sozinho com duas meninas para criar.
Queria não ser egoísta e pensar que o destino nos odeia, demorei alguns anos para superar a falta que ela fazia e ainda faz, só que agora com menos intensidade.
Não foi fácil não ter com que contar sobre a minha primeira vez menstruando, mas o meu pai foi um guerreiro, sempre se mostrou e ainda se mostra interessado na minha opinião e na da minha irmã.
Exceto por agora, quando ele diz que nós vamos nos mudar, para a puta que pariu, um lugar no Texas chamado de Braston City, qual é? Quem raios coloca um nome desse em uma cidade.
Pelo o que a Mali pesquisou, a cidade não tem cobertura de rede, então resumidamente é isto que vai nos acontecer.
Sairemos da civilização e voltaremos para o tempo das cavernas, mas entendo o meu pai, ele deu um duro danado para nos dar um bom futuro e estabilidade financeira, o problema foi que a empresa que ele trabalhava faliu e todos perderam dinheiro inclusive ele.
Portanto, ou nos mudamos para o Texas ou nos juntamos aos desabrigados.
Não sou uma pessoa muito social, e isso não me incomoda tanto, mas a Maria Luiza está tendo um ataque de histeria desde a hora que meu pai anunciou a nossa partida.
Que por acaso é hoje.
Mas há alguém bem feliz com isso, a cobra da minha madrasta, uma modelo gostosona, que infelizmente caiu nas graças do meu pai.
No começo ela era doce e gentil, mas foi só conquistá-lo de verdade, mostrou a sua verdadeira face, para mim e minha irmã é claro, perto do nosso pai, ela finge ser recatada e do lar.
— MARIA LUIZA COLLINS! ANDA LOGO!— grito e escuto seu suspiro ao arrastar a mala e fechar a porta do seu quarto.
— por que o mundo me odeia? O que eu fiz de ruim, na vida passada para está pagando nessa? Por que viver sem Wi-Fi me deixa louca só de imaginar.
— tem livros, podemos ler.— sugiro, nos entreolhamos e sorrimos.
— boa piadista você, como se eu me interessasse por leitura, gosto de sair, viver a vida.
— e eu amo o nosso pai acima de todas essas coisas, portanto, sugiro que você feche essa sua boca reclamona e o apoie, a gente nem sabe como é a cidade, não temos o direito de reclamar de barriga cheia.
— você é tão certinha que me deixa tonta... me segura... me segura que vou cair.— fala colocando a mão no peito fingindo um desmaio.
Ordinária.
— para de ser sonsa e leva logo as malas para o carro... o papai está esperando.
— e você o que ainda faz aqui?
— esperando você, não suporto estar na mesma lugar que aquela pitom por muito tempo.
— então vamos logo, antes que ela envenene ainda mais o nosso papito.— fala puxando a sua mala e sigo atrás dela.
(...)
— pai, vamos ter uma apê só nosso né?— Maria questiona e a Antonela sorri tirando sarro da cara dela.
— querida, nós não vamos morar em apartamento, até porque a cidade na possui prédios, mas ficaremos numa bela casa cedida pelo senhor Caccini o meu patrão.
— e como ele é?— questiona.
— dizem que é autoritário, mas trabalha dentro da lei.
— não isso, eu quero saber se ele é bonito.
— Maria Luiza! Ele tem trinta e poucos anos, não é para o seu bico garota.— papai a repreende e ela sorri.
Já estávamos no aeroporto, a espera do motorista da fazenda que virá nos buscar, mas começo a pensar que está vindo de camelo.
Depois de mais alguns minutos e ouvir o meu pai listar motivos para que nem eu nem a Maria Luiza se envolva com qualquer pessoa desta cidade, o motorista chegou, numa caminhonete prata.
Ótimo! Uma caminhonete é bastante confortável, ao menos tinha quatro lugares.
Meu pai e o motorista foram na frente, enquanto eu, Mali, e Antonela fomos atrás.
Ela foi entre nós duas e para evitarmos confusão, viramos o rosto e encaramos a vegetação durante todo o caminho.
A cidade não era ruim de todo modo, mas ainda assim é estranho demais não ver uma cafeteria perto, e tão pouco um restaurante.
Mas bares, isso tem, em trinta minutos de trajeto já olhei três.
Quando nos aproximamos de uma casa enorme, achei que ficaríamos nela, mas o motorista mencionou que pertence ao Caccini, e por isso vimos a placa na entrada " vem vindo a Caccini Vill "
E a nossa casa era vizinha da dele, quando o homem estacionou, Maria desceu rápido demais e eu demorei alguns segundos para crer no que estava vendo.
— eu estou me sentindo no período colonial.— ela diz e seguro a risada.
— a casa é linda.— Antonela comenta.
— eu concordo.— falo e acho que foi a primeira vez na vida que fiz isso.
Meu pai sorriu feliz, e esperamos o motorista lhe entregar as chaves e adentramos o lugar.
A entrada da casa é linda, apesar do estilo antigo, como portas e janelas de madeira e as paredes num tom amarelo queimado, e ter muitas plantas na fachada, parece muito com as casas do interior dos Estados Unidos.
Nada que uma boa mão de tinta não resolva.
Mas o que me encantou de fato foi o interior da casa, móveis recém comprados, piso envernizado, e a cozinha inteira para mim.
— eu realmente gostei da casa.— confesso e papai beija a minha cabeça, seu telefone toca e ele pede licença e vai para a varanda.
Luiza se aproxima e sorrio da sua carranca, ela amou o lugar mas tá se fazendo de difícil.
— você concordou com a cobra, cadê a união das irmãs?
— ainda existe, confessa, você amou o lugar.— afirmo e ela sorri sem mostrar os dentes.
— quer saber, eu vou achar o meu quarto, e espero que o seu seja horrível.
— vai sua criança.— brinco e a vejo subir as escadas, Antonela me encara do sofá e força um sorriso e eu retribuí da mesma maneira.
As coisas não seriam fáceis, mas pelo meu pai, estou mais que preparada.
Chapter 2
- POV LAYLA
Após a ligação meu pai retornou para a sala, e minha madrasta e eu disfarçamos as nossas expressões de quem odeia a companhia da outra e agimos normalmente, como se dois segundos atrás ela não estivesse me mostrando o dedo do meio e eu devolvendo com uma banana junto.
Gesticulou com um palavrão e eu até devolveria, mas meu pai adentrou na mesma hora.
— quem era querido? — pergunta interessada.
— era o meu chefe! Vou precisar ir até ela, provavelmente só voltarei para o jantar, ele ainda irá mandar uma empregada para cá, então Layla... a cozinha é toda sua filhota.— informa e não escondo o sorriso faceiro que se forma em meus lábios.
— urruuu! Valeu pai.— comemoro e lhe abraço calorosamente, e subo para o meu quarto, termino de arrumar minhas coisas no closet, quando ouço o clique na maçaneta.
— ei zoião!— chama.
— o que é?
— amanhã já começamos na escola.— avisa empolgada.
É o meu último ano, e estou tão alegre quanto alguém um professor de história tendo que dar aula para uma classe com quarenta alunos onde só cinco prestam atenção no que sai da sua boca.
— aê!— comemoro mostrando desinteresse, odeio escola, não gostava da minha que conhecia as pessoas, imagina essa que não conheço ninguém.
— qual é? Vai ser legal.
— se você diz, agora vem, que já terminei aqui, vamos lá para baixo, vou fazer nosso jantar.
Com a ausência da minha, papai é um ótimo cozinheiro e aprendi a fazer muitos pratos com ele
— oba! Adoro quando você cozinha... não conte ao papai, ele acha que é o meu fav.
— vou guardar o seu segredo peituda.
Vejo seu sorriso se transformar em uma carranca, e sorrio.
— você não sabe brincar.
Fala me dando língua.
— eu? Você que não sabe.
— vamos parar com essa brincadeira idiota?
Fala enfurecida.
— tá bem! Não está mais aqui quem falou.— falo erguendo as mãos em rendição.
— é melhor mesmo! E eu quero uma macarronada para o jantar.
— só se você cortar o queijo.— sugiro enquanto descemos para a cozinha.
— claro, vou logo pegar.— fala animada, e vai até a geladeira, pega o queijo e começa a corta-lo em pequenas fatias.
Pego o macarrão e o restante dos ingredientes, pronta para ser uma masterchef.
...
Ouvimos a porta abrir e vejo papai com um sorriso enorme nos lábios.
— nossa! Que cheiro bom!— elogia e agradeço com um sorriso.
— pai foi a Layla que fez, mas eu cortei o queijo, isso foi essencial para o prato.— Luiza comenta e ele morde os lábios antes de falar.
— claro que foi e você Layla, sempre foi a nossa master chefe.— comenta e eu gargalho.
— ah pai, você está sendo gentil.— falo e ele me encara sério, mas logo sorri, se aproxima e beijo minha testa outro na da luiza, em seguida sobe, creio que foi atrás da Antonela.
Papai desce com a sua namorada e começamos a nossa refeição, e acredite foi tudo embora num piscar de olhos, ele se oferece para lavar a louça, então eu e a Lu, subimos para os nossos quartos.
Decido tomar um banho demorado, visto uma camisola, e olho pela janela, e notei que agora a casa do patrão do meu pai, é ainda mais perto, por que a janela de alguém fica apenas a um muro de distância da minha.
Olho para o céu estrelado e sorrio, minha mãe era fascinada por astrologia, lembro-me que quando era pequena, ela desenhava algumas coisas relacionadas a isso.
Minha atenção foi tomada para a janela em frente, a luz do quarto foi ligada e avisto uma silhueta masculina.
Sinto que estou invadindo a privacidade de seja lá quem for o homem, assim que ele começa a tirar a camisa, balanço a cabeça em negativa e fecho a janela e me jogo na cama, fico ali perdida em meio aos meus pensamentos, e por fim acabo adormecendo.
...
Acordo me espreguiçando na beira da cama, tomo banho, me arrumo para o colégio e desço para tomar café, quando abro a porta, vejo Luiza me encarando.
— você está linda baby.
— obrigada peituda, você também.— agradeço dando uma piscadela para ela.
— tá legal! meu dia já começou ruim, se eu der um soco na sua cara sonsa, certeza que melhora.
— nossa! Eu também te amo! Agora vamos logo.
— sua sorte.
Papai e Antonela já estavam na mesa, nos juntamos á eles, tomamos café bem rápido e fomos direto para a escola, usamos o carro novo da Antonela, já que o do papai está quebrado.
...
Chegamos na escola, e logo vi o nome Braston High Eschool enorme em cima da grande escola á minha frente, com vários alunos em seus grupinhos de identificação.
Estaciono o carro e saímos, adentramos no prédio e de quebra recebemos muitos olhares curiosos, alguns comentários como "nossa só o que faltava patricinhas aqui em Braston" "aposto que são tudo nariz em pé "
Sempre odiei esse estereótipo de que nós da cidade grande somos pessoas fúteis e sem caráter, existem pessoas assim? Claro, mas Luiza e eu não éramos esse tipo, e isso me deixa furiosa e por isso estava pronta para destilar o meu discurso mas a minha irmã agarra firme o meu braço.
— se controle! Não vale a pena.
— tem razão.— falo e respiro fundo.
Antes de irmos para a sala, passamos na direção para saber onde eram as nossas classes, a diretora nos informa e seguimos para a mesma.
— oi eu sou a Katherine Caccini, mas podem me chamar de kate ou kat.— diz animada em nos conhecer.
— olá, sou a Maria Luiza, mas pode me chamar de Lu, Iza ou Malu, e está é a minha irmã, Layla mas pode chama-la de Layla, somos as Collins.
Ela nos abraça, nos pegando de surpresa pela sua atitude.
— bom senhoritas Collins ... eu vou mostrar toda a escola à vocês.
Fala pegando nos nossos braços e nos levando para os corredores, só espero não encontrar alguém que me faça odiar essa escola.
E não preciso gostar de garoto algum, e só o que me faltava, já estou bem ferrada do meu relacionamento anterior, não preciso de outro cara achando que é meu dono.
Alex foi um grande erro, e não pretendo repeti-lo aqui, e também não preciso que tenha uma abelha rainha, a patricinha que comanda a escola que namora o badboy e que tem as seguidoras fiéis dispostas a ouvir asneiras da mesma e estar junto só por causa da tal popularidade.
Mas como em toda escola raiz, esta não seria diferente.
Após a ligação meu pai retornou para a sala, e minha madrasta e eu disfarçamos as nossas expressões de quem odeia a companhia da outra e agimos normalmente, como se dois segundos atrás ela não estivesse me mostrando o dedo do meio e eu devolvendo com uma banana junto.
Gesticulou com um palavrão e eu até devolveria, mas meu pai adentrou na mesma hora.
— quem era querido? — pergunta interessada.
— era o meu chefe! Vou precisar ir até ela, provavelmente só voltarei para o jantar, ele ainda irá mandar uma empregada para cá, então Layla... a cozinha é toda sua filhota.— informa e não escondo o sorriso faceiro que se forma em meus lábios.
— urruuu! Valeu pai.— comemoro e lhe abraço calorosamente, e subo para o meu quarto, termino de arrumar minhas coisas no closet, quando ouço o clique na maçaneta.
— ei zoião!— chama.
— o que é?
— amanhã já começamos na escola.— avisa empolgada.
É o meu último ano, e estou tão alegre quanto alguém um professor de história tendo que dar aula para uma classe com quarenta alunos onde só cinco prestam atenção no que sai da sua boca.
— aê!— comemoro mostrando desinteresse, odeio escola, não gostava da minha que conhecia as pessoas, imagina essa que não conheço ninguém.
— qual é? Vai ser legal.
— se você diz, agora vem, que já terminei aqui, vamos lá para baixo, vou fazer nosso jantar.
Com a ausência da minha, papai é um ótimo cozinheiro e aprendi a fazer muitos pratos com ele
— oba! Adoro quando você cozinha... não conte ao papai, ele acha que é o meu fav.
— vou guardar o seu segredo peituda.
Vejo seu sorriso se transformar em uma carranca, e sorrio.
— você não sabe brincar.
Fala me dando língua.
— eu? Você que não sabe.
— vamos parar com essa brincadeira idiota?
Fala enfurecida.
— tá bem! Não está mais aqui quem falou.— falo erguendo as mãos em rendição.
— é melhor mesmo! E eu quero uma macarronada para o jantar.
— só se você cortar o queijo.— sugiro enquanto descemos para a cozinha.
— claro, vou logo pegar.— fala animada, e vai até a geladeira, pega o queijo e começa a corta-lo em pequenas fatias.
Pego o macarrão e o restante dos ingredientes, pronta para ser uma masterchef.
...
Ouvimos a porta abrir e vejo papai com um sorriso enorme nos lábios.
— nossa! Que cheiro bom!— elogia e agradeço com um sorriso.
— pai foi a Layla que fez, mas eu cortei o queijo, isso foi essencial para o prato.— Luiza comenta e ele morde os lábios antes de falar.
— claro que foi e você Layla, sempre foi a nossa master chefe.— comenta e eu gargalho.
— ah pai, você está sendo gentil.— falo e ele me encara sério, mas logo sorri, se aproxima e beijo minha testa outro na da luiza, em seguida sobe, creio que foi atrás da Antonela.
Papai desce com a sua namorada e começamos a nossa refeição, e acredite foi tudo embora num piscar de olhos, ele se oferece para lavar a louça, então eu e a Lu, subimos para os nossos quartos.
Decido tomar um banho demorado, visto uma camisola, e olho pela janela, e notei que agora a casa do patrão do meu pai, é ainda mais perto, por que a janela de alguém fica apenas a um muro de distância da minha.
Olho para o céu estrelado e sorrio, minha mãe era fascinada por astrologia, lembro-me que quando era pequena, ela desenhava algumas coisas relacionadas a isso.
Minha atenção foi tomada para a janela em frente, a luz do quarto foi ligada e avisto uma silhueta masculina.
Sinto que estou invadindo a privacidade de seja lá quem for o homem, assim que ele começa a tirar a camisa, balanço a cabeça em negativa e fecho a janela e me jogo na cama, fico ali perdida em meio aos meus pensamentos, e por fim acabo adormecendo.
...
Acordo me espreguiçando na beira da cama, tomo banho, me arrumo para o colégio e desço para tomar café, quando abro a porta, vejo Luiza me encarando.
— você está linda baby.
— obrigada peituda, você também.— agradeço dando uma piscadela para ela.
— tá legal! meu dia já começou ruim, se eu der um soco na sua cara sonsa, certeza que melhora.
— nossa! Eu também te amo! Agora vamos logo.
— sua sorte.
Papai e Antonela já estavam na mesa, nos juntamos á eles, tomamos café bem rápido e fomos direto para a escola, usamos o carro novo da Antonela, já que o do papai está quebrado.
...
Chegamos na escola, e logo vi o nome Braston High Eschool enorme em cima da grande escola á minha frente, com vários alunos em seus grupinhos de identificação.
Estaciono o carro e saímos, adentramos no prédio e de quebra recebemos muitos olhares curiosos, alguns comentários como "nossa só o que faltava patricinhas aqui em Braston" "aposto que são tudo nariz em pé "
Sempre odiei esse estereótipo de que nós da cidade grande somos pessoas fúteis e sem caráter, existem pessoas assim? Claro, mas Luiza e eu não éramos esse tipo, e isso me deixa furiosa e por isso estava pronta para destilar o meu discurso mas a minha irmã agarra firme o meu braço.
— se controle! Não vale a pena.
— tem razão.— falo e respiro fundo.
Antes de irmos para a sala, passamos na direção para saber onde eram as nossas classes, a diretora nos informa e seguimos para a mesma.
— oi eu sou a Katherine Caccini, mas podem me chamar de kate ou kat.— diz animada em nos conhecer.
— olá, sou a Maria Luiza, mas pode me chamar de Lu, Iza ou Malu, e está é a minha irmã, Layla mas pode chama-la de Layla, somos as Collins.
Ela nos abraça, nos pegando de surpresa pela sua atitude.
— bom senhoritas Collins ... eu vou mostrar toda a escola à vocês.
Fala pegando nos nossos braços e nos levando para os corredores, só espero não encontrar alguém que me faça odiar essa escola.
E não preciso gostar de garoto algum, e só o que me faltava, já estou bem ferrada do meu relacionamento anterior, não preciso de outro cara achando que é meu dono.
Alex foi um grande erro, e não pretendo repeti-lo aqui, e também não preciso que tenha uma abelha rainha, a patricinha que comanda a escola que namora o badboy e que tem as seguidoras fiéis dispostas a ouvir asneiras da mesma e estar junto só por causa da tal popularidade.
Mas como em toda escola raiz, esta não seria diferente.
Chapter 3
- POV LAYLA
Depois de nos mostrar à escola, a kat nos levou até a sala da Maria Luiza, e nos apresentou a todos de lá, depois fomos para a minha, aconteceu a mesma coisa, todos foram gentis, menos uma garota, suponho que ela, deva ser a abelha rainha daqui, não sei quem é, mas já não simpatizei, depois das apresentações, fomos nos sentar e a raiva sentou-se ao meu lado.
Não fiquei preocupada com a Maria Luiza, ela sabe se virar muito bem sem mim.
As horas passaram voando, e quando finalmente chega a hora de ir embora, fomos barradas na porta da sala a abelha rainha, estava na porta encarando-me com um sorriso desdenhoso no rosto.
— sei que é novata, então é bom saber, que quem manda nessa escola sou eu, se não quiser problemas, é melhor não pisar no meu calo e ficar longe do que me pertence.
Avisa jogando meu caderno no chão, respiro fundo e conto até dez, mas estou irada demais para funcionar.
É o meu primeiro dia caralho, que tipo de pessoa acha que tem direito sobre com que eu falo ou deixo de falar?
— eu me chamo Layla, por que você não pega essa sua soberba e enfia naquele lugar? Eu não sou da sua cidade, não me ameace, você não me conhece, não mexa comigo que faço o mesmo com você.
Algumas pessoas sorriram, outras aplaudiram, algumas vaiaram, pego meu caderno e saio, não era show para ter plateia, apenas me defendi.
— uau! Garota você arrasou, ninguém, absolutamente ninguém, enfrentou a Maya.
Kat diz eufórica e batendo palmas.
— você ainda não viu nada, minha biju é muito brava.— Maria Luiza aparece no corredor e sorrio.
— quero saber, por que as pessoas têm medo dessa garota?
— ela é filha do prefeito de Braston City, é a riquinha da escola, e tem o fato do meu gostoso irmão ter dado uns amassos nela, e então se auto-declarou a fodona da escola.
— quando você pensa que já viu de tudo, ainda não viu nada.— falo e a ruiva sorri.
— vamos mudar de assunto, lá em casa vai ter uma festa, meu irmão mais novo Thom vai dar uma festa, é aniversário dele, estão convidados serão as minhas vips.
Fico pensativa sobre ir ou não, mas a Luiza já aceitou.
— vai Layla, aceita?— kat diz juntando as mãos e me implorando.
— está bem, mas aonde você mora?
— na Caccini Vill.
Fico surpresa, como não liguei os fatos é lógico, Katherine Caccini, deve ser filha dos donos da Fazenda vizinha.
— aí meu caralho, somos vizinhas, é claro que vamos.
Minha irmã fala bastante eufórica.
— sim, pode confirmar, agora vamos, se não papai vai encher a gente de perguntas, e não estou nem um pouco afim de respondê-las — falo nos despedimos da Katherine e seguimos para onde nosso carro estava.
Quando chegamos papai não estava, mas para variar a sua namorada está.
Passamos direto por ela, a cumprimentamos, e subimos para os nossos quartos.
Me tranco no meu, respondo algumas atividades, que os professores passaram e depois ouvi um pouco de música, quando dei por mim, já eram sete da noite e fiquei pensando se deveria realmente ir nessa festa.
E decidi que sim, a Katherine foi bastante educada conosco, essa será minha maneira de agradecê-la.
Tomo um banho, me seco, faço uma leve maquiagem, opto por um vestido preto justo ao corpo, coloco uma bota da mesma cor.
Solto o cabelo e me perfumo, desço e encontro Malu na sala andando de um lado para outro igual uma pirua tonta.
— já sei! Você achou que eu não ia mais.— falo irônica e ela revira os olhos.
— vamos logo que eu não me arrumei para nada.— esbraveja e sorrio.
Pegamos novamente o carro da Antonela, mas desta vez eu pedi ao papai, mas Maria Luiza acha que isso é um roubo e está bem feliz com isso.
É, as vezes a minha irmã tem desvio de caráter, se um mafioso a sequestrasse com cinco minutos ele traria ela de volta eu tenho certeza disso.
...
Chegamos na casa da kat, e a festa já estava a todo vapor, tinha muita gente, da escola lá e também outras pessoas nas quais não conheço, estaciono o carro e saímos, não demorou muito para a nossa anfitriã nos receber.
— ainda não acredito que vocês vieram, e aliás estão lindas.— comenta nos abraçando e nos leva até onde as pessoas estão dançando, vou até o bar e peço uma tequila, o barmem me serve e me encara.
— o que foi?— questiono e ele se assusta.
— aqui as meninas não costumam beber tequila.
— uma pena para elas, mas como não sou daqui, serve mais uma dose.— falo e ele sorri, colocando mais um pouco da bebida no meu copo.
Observo os jovens dançando e se divertindo, sem preocupação sem boletos, a festa da kikkat, não é tão diferente das de New York, exceto pelos marshmallow e a fogueira, e também a roda de violão.
Olho para a minha bebida e viro de uma vez, e o líquido desce rasgando a minha garganta.
— uma delícia!— falo e sinto arrepios por causa do frio, e me arrependo por não ter trago um casaco ou uma jaqueta.
Qualquer um deles cairia muito bem agora, e me deixaria quente.
Estava prestes a pedir mais uma dose, mas fui interrompida pela Kat acompanhada por um cara bem bonito e forte que usa uma camiseta que marca bem os seus músculos, ele tem o que? Um metro e oitenta de altura? E estava acompanhado da Luiza, espera aí... a Luiza?
Pisco várias vezes para ver se estou enxergando direito, ou se é a tequila que já está fazendo efeito, mas não é possível, eu só tomei duas doses e eu não fico bêbada fácil, esfrego meus olhos mais uma vez e tiro minha conclusão.
Minha irmã não perde tempo mesmo...
Depois de nos mostrar à escola, a kat nos levou até a sala da Maria Luiza, e nos apresentou a todos de lá, depois fomos para a minha, aconteceu a mesma coisa, todos foram gentis, menos uma garota, suponho que ela, deva ser a abelha rainha daqui, não sei quem é, mas já não simpatizei, depois das apresentações, fomos nos sentar e a raiva sentou-se ao meu lado.
Não fiquei preocupada com a Maria Luiza, ela sabe se virar muito bem sem mim.
As horas passaram voando, e quando finalmente chega a hora de ir embora, fomos barradas na porta da sala a abelha rainha, estava na porta encarando-me com um sorriso desdenhoso no rosto.
— sei que é novata, então é bom saber, que quem manda nessa escola sou eu, se não quiser problemas, é melhor não pisar no meu calo e ficar longe do que me pertence.
Avisa jogando meu caderno no chão, respiro fundo e conto até dez, mas estou irada demais para funcionar.
É o meu primeiro dia caralho, que tipo de pessoa acha que tem direito sobre com que eu falo ou deixo de falar?
— eu me chamo Layla, por que você não pega essa sua soberba e enfia naquele lugar? Eu não sou da sua cidade, não me ameace, você não me conhece, não mexa comigo que faço o mesmo com você.
Algumas pessoas sorriram, outras aplaudiram, algumas vaiaram, pego meu caderno e saio, não era show para ter plateia, apenas me defendi.
— uau! Garota você arrasou, ninguém, absolutamente ninguém, enfrentou a Maya.
Kat diz eufórica e batendo palmas.
— você ainda não viu nada, minha biju é muito brava.— Maria Luiza aparece no corredor e sorrio.
— quero saber, por que as pessoas têm medo dessa garota?
— ela é filha do prefeito de Braston City, é a riquinha da escola, e tem o fato do meu gostoso irmão ter dado uns amassos nela, e então se auto-declarou a fodona da escola.
— quando você pensa que já viu de tudo, ainda não viu nada.— falo e a ruiva sorri.
— vamos mudar de assunto, lá em casa vai ter uma festa, meu irmão mais novo Thom vai dar uma festa, é aniversário dele, estão convidados serão as minhas vips.
Fico pensativa sobre ir ou não, mas a Luiza já aceitou.
— vai Layla, aceita?— kat diz juntando as mãos e me implorando.
— está bem, mas aonde você mora?
— na Caccini Vill.
Fico surpresa, como não liguei os fatos é lógico, Katherine Caccini, deve ser filha dos donos da Fazenda vizinha.
— aí meu caralho, somos vizinhas, é claro que vamos.
Minha irmã fala bastante eufórica.
— sim, pode confirmar, agora vamos, se não papai vai encher a gente de perguntas, e não estou nem um pouco afim de respondê-las — falo nos despedimos da Katherine e seguimos para onde nosso carro estava.
Quando chegamos papai não estava, mas para variar a sua namorada está.
Passamos direto por ela, a cumprimentamos, e subimos para os nossos quartos.
Me tranco no meu, respondo algumas atividades, que os professores passaram e depois ouvi um pouco de música, quando dei por mim, já eram sete da noite e fiquei pensando se deveria realmente ir nessa festa.
E decidi que sim, a Katherine foi bastante educada conosco, essa será minha maneira de agradecê-la.
Tomo um banho, me seco, faço uma leve maquiagem, opto por um vestido preto justo ao corpo, coloco uma bota da mesma cor.
Solto o cabelo e me perfumo, desço e encontro Malu na sala andando de um lado para outro igual uma pirua tonta.
— já sei! Você achou que eu não ia mais.— falo irônica e ela revira os olhos.
— vamos logo que eu não me arrumei para nada.— esbraveja e sorrio.
Pegamos novamente o carro da Antonela, mas desta vez eu pedi ao papai, mas Maria Luiza acha que isso é um roubo e está bem feliz com isso.
É, as vezes a minha irmã tem desvio de caráter, se um mafioso a sequestrasse com cinco minutos ele traria ela de volta eu tenho certeza disso.
...
Chegamos na casa da kat, e a festa já estava a todo vapor, tinha muita gente, da escola lá e também outras pessoas nas quais não conheço, estaciono o carro e saímos, não demorou muito para a nossa anfitriã nos receber.
— ainda não acredito que vocês vieram, e aliás estão lindas.— comenta nos abraçando e nos leva até onde as pessoas estão dançando, vou até o bar e peço uma tequila, o barmem me serve e me encara.
— o que foi?— questiono e ele se assusta.
— aqui as meninas não costumam beber tequila.
— uma pena para elas, mas como não sou daqui, serve mais uma dose.— falo e ele sorri, colocando mais um pouco da bebida no meu copo.
Observo os jovens dançando e se divertindo, sem preocupação sem boletos, a festa da kikkat, não é tão diferente das de New York, exceto pelos marshmallow e a fogueira, e também a roda de violão.
Olho para a minha bebida e viro de uma vez, e o líquido desce rasgando a minha garganta.
— uma delícia!— falo e sinto arrepios por causa do frio, e me arrependo por não ter trago um casaco ou uma jaqueta.
Qualquer um deles cairia muito bem agora, e me deixaria quente.
Estava prestes a pedir mais uma dose, mas fui interrompida pela Kat acompanhada por um cara bem bonito e forte que usa uma camiseta que marca bem os seus músculos, ele tem o que? Um metro e oitenta de altura? E estava acompanhado da Luiza, espera aí... a Luiza?
Pisco várias vezes para ver se estou enxergando direito, ou se é a tequila que já está fazendo efeito, mas não é possível, eu só tomei duas doses e eu não fico bêbada fácil, esfrego meus olhos mais uma vez e tiro minha conclusão.
Minha irmã não perde tempo mesmo...