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Esperarei Por Você

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Tamara Borralho é uma mulher de temperamento forte e alegre, seu amor pela natureza e sua paixão por viagens são um dos traços mais marcantes de sua personalidade. Ela trabalha em uma agência de turismo e ama o que faz, tanto que sonha em abrir a sua própria empresa no futuro. Tamara namora o lindo e sensual estilista Heitor Parker ... Eles se conheceram através de uma amiga em comum, foi quase como amor a primeira vista... Desde então duas vidas estão entrelaçadas e a felicidade... A vida do casal, porém depois de anos de relacionamento uma ex-namorada de Heitor aparece para atrapalhar…

Available chapters

  1. Chapter 1
  2. Chapter 2
  3. Chapter 3

Chapter 1

Acho que alguns já me conhecem, mas para quem está chegando agora ou quer entender de onde venho, sou Tamara Borralho.

Moro no Rio de Janeiro, uma cidade que pulsa calor, caos e beleza na mesma medida.

Amo a natureza, o cheiro de mato molhado depois de uma tarde de chuva forte, o som do mar e, acima de tudo, viajar. Se me derem a opção de escolher entre a pressa fria e impessoal de um aeroporto com suas filas intermináveis ou o ritmo compassado, poético e pé no chão de uma viagem de ônibus, eu fico com a estrada todas as vezes.

Há algo de profundamente terapêutico em ver a paisagem mudar lentamente pela janela, em observar as pequenas cidades passando como quadros de uma galeria particular e em sentir o tempo desacelerar.

Trabalho em uma agência de turismo e respiro esse universo todos os dias. Organizar roteiros, pesquisar destinos e ver o brilho nos olhos de quem vai realizar o sonho de conhecer um lugar novo me move.

Mas o meu maior objetivo, aquele projeto que está desenhado em dezenas de cadernos espalhados pela minha mesa e alimentado por noites mal dormidas e muito café forte, é abrir a minha própria agência.

Esse é o meu grande foco de vida! Não dependo de ninguém para construir o meu futuro profissional, e cada centavo que ganho é direcionado para transformar esse plano em realidade palpável.

Mas a vida não se resume apenas a planilhas de viagens e guias turísticos. Tenho um namorado que amo profundamente, com quem compartilho momentos intensos e que mexe com cada fibra do meu corpo.

Ele é carinhoso, atencioso, surpreendentemente romântico quando estamos a sós e - modéstia à parte - é muito gostoso. Mas o melhor de tudo, o detalhe que faz qualquer resistência minha desmoronar em segundos, é que ele tem um pau das galáxias.

Sim, sem meias palavras. Delicioso demais, grosso na medida certa, daqueles que sabem exatamente onde tocar para me fazer ver estrelas. Nunca tive um namorado igual a ele, alguém que combinasse uma pegada animalesca com uma atenção verdadeira ao meu prazer.

Conheci o meu gostoso em Santa Catarina, ou melhor dizendo, o primeiro contato aconteceu de forma inusitada através do Facebook. Vou tentar explicar melhor como essa reviravolta aconteceu na minha vida, porque a trajetória até chegar nele teve paradas bem marcantes.

Tudo começou quando fiz uma viagem para o Sul, explorando lugares deslumbrantes que servem de referência perfeita para pacotes turísticos.

O sul daquele país é de uma beleza que chega a machucar de tão verde. Na viagem de volta, sentada na poltrona do ônibus, notei uma moça sentada a poucos lugares de mim.

A feição dela era de uma tristeza tão profunda que parecia carregar o peso do mundo nos ombros; inclusive, chorava em silêncio, encolhida contra o vidro, tentando abafar os soluços.

Fiquei extremamente preocupada com ela, com aquela vulnerabilidade toda, mas num primeiro momento preferi não me intrometer, respeitando o espaço alheio.

Logo depois, porém, não resisti e puxei conversa. Descobri que ela estava indo para o Rio de Janeiro e que a situação era delicada. Ao nos aproximarmos da rodoviária carioca, ela ficou visivelmente ansiosa porque estava à espera de uma tia que deveria buscá-la.

O tempo passou, a madrugada avançou, e a tal tia nunca apareceu. O celular da moça estava sem bateria e ela estava completamente perdida. Sem pensar duas vezes na confusão que aquilo poderia gerar, chamei-a para ir comigo e a levei para o meu apartamento.

Passou um tempo, ela continuou morando na minha casa e nos tornamos melhores amigas, irmãs de alma. Gosto bastante da Celina; ela é uma pessoa maravilhosa, de um coração gigante, mas que infelizmente havia sido traída de forma cruel pelo ex-namorado.

Confesso que, naquela época, se eu tivesse cruzado com aquele idiota na rua, teria avançado nele com tanta força que arrancaria o infeliz no dente ou com minhas próprias mãos.

Fiquei com tanta raiva daquele moleque covarde!

Celina era apenas uma adolescente na época, tão novinha, cheia de sonhos e já tendo que lidar com a crueldade da traição amorosa.

Celina é uma negra muito bonita, dona de um traço elegante e de um sorriso que ilumina qualquer ambiente. Ajudá-la a se reerguer foi uma questão de honra para mim.

Consegui um trabalho para ela em uma loja de shopping bem movimentada, ajudei a organizar a rotina e, com o passar dos meses, a vida parecia entrar nos eixos. Até que veio a surpresa: Celina descobriu que estava grávida. Admito que fiquei superfeliz por ela, com o coração transbordando de alegria por ver aquela nova fase germinando.

Pouco tempo depois, o pequeno Luan nasceu, um lindo homenzinho de olhos curiosos que amo demais e que chamo orgulhosamente de afilhado.

Ironia suprema do destino: bem na época em que ajudava a estruturar a vida da minha melhor amiga, descobri que o filho da puta do meu próprio namorado da época estava me traindo pelas costas com uma garota da faculdade dele.

Quando peguei o infeliz no pulo do mato, descarreguei tanta fúria que quase o mandei para o hospital. Dei tanto na cara dele que minhas mãos doeram por dias.

E quer saber o que foi pior?

Acredita que ele ainda teve a cara de pau de estufar o peito e falar que nunca sentiu absolutamente nada por mim, que só ficava comigo por interesse nos meus bens materiais?

Sim. O desgraçado estava de olho no meu apartamento, no meu carro do ano e no pouco de dinheiro que eu havia juntado com meu suor.

Fiquei possuída de ódio. Aquele traste falava todos os dias que me amava, que eu era a mulher da vida dele, mas era tudo uma farsa fria e calculista. Mas, quer saber de uma coisa!? Olhando para trás, foi a melhor coisa que poderia ter acontecido! Já pensou se eu tivesse cometido a loucura de me casar com aquele canalha?

Provavelmente ele iria roubar as minhas coisas, me deixar na rua da amargura e rir da minha cara. Era bem capaz de eu perder a paciência de vez e acabar cometendo uma besteira digna de página policial, matando o infeliz. Só que eu não queria ir para a cadeia por causa de um traste imprestável.

Desgraçado!

Eu pagava a faculdade dele, arcava com os passeios, dava presentes caros de marca, e quer saber? A culpa foi em parte minha por tê-lo acostumado tão mal desde o começo.

Nunca recebi nada em troca. Nem um mísero buquê de flores de supermercado em dia de aniversário de namoro!

E, para coroar a sua pequenez, na hora da briga final ele ainda teve a audácia de dizer que preferia o meu carro do que continuar aturando "uma gorda como eu".

Agora veja só o nível da criatura...

O infeliz não merecia nem que eu sujasse as minhas mãos. Ele ainda falou um monte de desaforos para tentar ferir minha autoestima, tentando me atingir chamando-me de gorda, de filha de uma puta, achando que eu ia desabar em prantos na frente dele.

Pois se enganou redondamente. Não derramei uma única lágrima. Até parece que vou chorar por causa de um homem medíocre, nem morta que derramo uma gota de água dos meus olhos por traste! Sou gordinha sim, alta, dona de um corpo volumoso e de muita força física e emocional.

O cretino nunca mais vai ter a audácia de tratar mulher nenhuma daquele jeito, porque a lição que aprendeu comigo deixou marcas. Homens, no geral, às vezes conseguem ser uns grandes traidores e cretinos. Veja o exemplo do namorado da minha amiga: jurava amor eterno e já mantinha uma vida paralela.

Com o passar do tempo, surgiu uma oportunidade profissional irrecusável: eu precisava fazer uma viagem longa para Londres para concluir um curso intensivo de turismo internacional. Deixei Celina e o pequeno Luan instalados na nossa casa, pois ela já era minha irmã de consideração e o menino era meu afilhado de coração.

Queria aprender mais sobre gestão hoteleira, novas culturas, tendências de mercado e, claro, aperfeiçoar o meu inglês técnico.

Eu sempre gostei muito de aprender coisas novas, de ler, de absorver conhecimento prático. Falo diversos idiomas - quem trabalha no ramo do turismo sabe o quanto é fundamental dominar línguas estrangeiras para se destacar.

Fiquei em Londres por alguns meses intensos, andando de metrô a pão e água, estudando até tarde e mantendo contato diário com a Celina. Certo dia, o telefone toca e ela me solta a bomba: ia se casar.

Como assim, casar!? De repente!?

Quando ela revelou o nome do noivo, eu não consegui me controlar e soltei um grito tão estridente que acordou as minhas colegas de quarto no alojamento britânico. Confesso que sou um pouco escandalosa por natureza, e na hora do sexo então... nossa, aí é que eu faço um escândalo mesmo!

Quando sinto um delicioso pau grosso dentro de mim, ou uma boca hábil me chupando gostoso até eu perder a fala, não consigo me conter. É puro instinto, puro fogo.

Delícia demais!

Só de lembrar daquela sensação, meu corpo inteiro estremece e fico instantaneamente excitada.

Infelizmente, fazia um tempinho que eu estava na seca, subindo pelas paredes em Londres, pois depois do meu ex-namorado traste eu não havia ficado com mais ninguém, focando apenas nos estudos e na carreira. Mas eu amo um bom sexo, e a abstinência estava me deixando com os nervos à flor da pele.

Chapter 2

Logo voltei para o Brasil, para o meu Rio de Janeiro amado de paixão. Assim que pus os pés em casa, recebi uma mensagem nas redes sociais de um homem loiro, deslumbrante, lindo de morrer.

Assim que vi as fotos dele no perfil, fiz um agradecimento mental aos céus por ele ter entrado na minha página, até porque eu não sou muito de ficar navegando em redes sociais.

Mas ainda bem que abri para ver a mensagem que ele havia mandado a respeito da Celina, o que acabou me puxando de volta para Santa Catarina.

E foi lá que conheci o meu futuro marido!

Mesmo que ele ainda não saiba disso com todas as letras, eu sei que aquele homem vai ser todinho meu. Ah, se vai!

O homem deixou o meu clitóris piscando só de olhar para ele. Que homem espetacular! Ele ainda não tem noção exata, mas será meu para sempre.

Heitor. Esse é o nome dele.

Parece que saiu diretamente da capa de uma revista de alta moda masculina: corpo escultural, musculoso na medida certa, sem exageros artificiais, com uns olhos azuis penetrantes que fazem todo o meu sangue ferver e meu corpo vibrar por dentro sem ele precisar sequer me tocar.

Naquela viagem, eu estava indo para o carro na companhia da Celina e comentei sem filtro nenhum sobre a bunda dele, dizendo o quanto era linda e que eu estava doida para me acabar daquele corpo.

Logo depois, aconteceu um acidente com o Lorenzo, e acabei ficando hospedada na casa da sogra de Celina, a elegante Elizabeth, uma mulher finíssima, educada, que mora em um casarão de tirar o fôlego. Nunca imaginei que o Lorenzo da Celina fosse dono de uma fortuna daquelas, mas o mundo dá voltas surpreendentes.

Eventualmente, Lorenzo teve alta e voltou para casa. Heitor apareceu para saber como eu estava após o susto, e a minha vontade de agarrar aquele homem pela gola da camisa e puxá-lo para um quarto escuro era monumental. Tomara que ele não apareça muito perto de mim de novo, ou eu simplesmente não vou responder pelos meus atos!

Vou agarrar esse homem sem pensar duas vezes. Meu Deus, que homem é esse? Pelo amor de todas as mulheres que gostam de foder com intensidade e paixão como eu gosto!

Eu não vou conseguir resistir por muito tempo. Sou do tipo de mulher que, quando quer um homem de verdade, não fica de rodeios e não está nem aí se alguém vai me achar oferecida ou atada.

Eu me ofereço mesmo!

Lá sou eu mulher de ficar esperando o macho tomar a iniciativa só por vergonha ou protocolo arcaico!? As mulheres também podem dar o primeiro passo, afinal estamos no século 21 e nós temos total autonomia sobre os nossos desejos e vontades.

Direitos iguais na vida e na cama!

E faço isso com prazer, sem vergonha na cara nenhuma, porque o corpo é meu e o tesão é recíproco.

Até que, em um certo dia memorável, Heitor apareceu no apartamento. Olhar para aquele homem de perto era quase covardia de tão lindo que ele era.

Nunca na minha vida tinha visto um exemplar masculino tão perfeito! No fundo, eu achava que um homem como ele jamais daria bola para uma gordinha como eu, pois ele parecia o tipo que só consome capas de revista com mulheres magrelas e plastificadas.

Mas quer saber?

Resolvi pagar para ver e me arriscar. Não consegui resistir à tentação: pulei literalmente nele, beijando sua boca com sofreguidão. E então veio a melhor parte de todas: o sexo.

Foi, sem exagero, um dos melhores orgasmos da minha vida inteira. O homem me fez gozar apenas usando a boca e a língua com uma maestria divina, chupando meus seios e descendo até o meu clitóris com uma firmeza que me deixou delirante. A língua dele parecia saber exatamente o mapa dos meus pontos mais sensíveis, e o tesão que senti ali selou qualquer dúvida que eu pudesse ter.

Agora, no momento presente, estou de volta ao Rio de Janeiro enquanto ele continua fincado em Santa Catarina. No começo, pensei que ele pudesse sentir vergonha de mim por eu ser gorda, por ocupar espaço, por ter curvas generosas, mas ele provou o oposto.

Voltei para o casamento de Celina e para mergulhar de cabeça nos braços dele, e lá passamos dias inesquecíveis juntos. Ele me tratou como rainha, me levou a lugares incríveis, mas o momento com o meu loiro infelizmente teve fim porque eu tinha obrigações profissionais pendentes no Rio.

Gostei muito do Lorenzo também, vi o amor verdadeiro dele por minha amiga e ainda demos uma boa surra moral na cretina da Gabrielle, aquela mulher maldita que tentou atrapalhar a felicidade deles.

Assim os dias foram se arrastando, e tive que me despedir do meu loiro, da minha amiga e do meu querido afilhado para voltar à minha rotina na agência carioca, enquanto ele ficou no Sul. Não sei exatamente até onde vai o nosso relacionamento à distância, mas quero que dê certo com todas as forças, porque sou louca por ele e creio que o sentimento é mútuo.

Nesse tempo em que estamos juntos, já compartilhamos tanta coisa, e ele nunca demonstrou vergonha do meu corpo, fazendo questão de me levar a eventos sociais e de me incluir em seu mundo.

Ele é o meu homem ideal desde o primeiro dia em que cruzei com ele anos atrás.

O meu ex dizia que me amava, mas nunca gostava de sair comigo à luz do dia, escondia-me dos amigos e jamais me fazia sentir o fogo que o Heitor acende em mim com um simples olhar de canto.

Mas agora tudo mudou; encontrei o homem certo, inteiro e maravilhoso.

Estou com tanta saudade do meu loiro, preciso dele dentro de mim, daquela boca quente me chupando, daquele pau gostoso que me deixa completamente louca e com água na boca só de pensar.

A gente se fala todos os dias por telefone e por chamadas de vídeo intermináveis — algo que ele mesmo jurava que nunca faria na vida, mas cedeu porque a saudade e o tesão são tão grandes que exigem nossa presença visual constante.

Só que eu preciso dele fisicamente, embora ainda precise concluir minhas demandas aqui no Rio de Janeiro. Assim que eu terminar esse trabalho pesado, vou pegar a estrada de volta para Santa Catarina para me abrigar nos braços do Heitor.

Estava na sala do meu apartamento, perdida nesses pensamentos quentes e cheios de saudade do meu loiro, quando o som estridente do telefone cortou o silêncio.

Olhei para a tela. Era ele.

Ah, que saudade avassaladora estou dele!

Ficar fisicamente distante do meu namorado é uma tortura diária, mas falta pouco para o nosso reencontro. Eu sei exatamente o que quero da vida, e o quero bem perto de mim, o quanto antes melhor, porque passar um único dia sem o toque dele está sendo péssimo.

Eu o amo demais e vou ficar com o meu namorado a hora que eu puder e quiser!

Chapter 3

- Oi, amor, como você está?

O visor do celular brilhava na mesinha de centro da sala, exibindo o nome de Heitor. Minha voz saiu um pouco mais áspera do que eu pretendia, misturando o cansaço do dia na agência de turismo com a saudade sufocante que vinha me corroendo há semanas.

- Você já me ligou hoje, Heitor. Pode dizer por que está me ligando novamente? Aconteceu alguma coisa por aí? Fala logo... Houve alguma coisa com a Celina ou com o Luan? - Disparei de uma vez, sentindo o peito apertar com a possibilidade de qualquer problema no Sul.

Do outro lado da linha, o silêncio durou um segundo antes que aquela voz grave, rouca e cheia de segundas intenções ecoasse, desarmando instantaneamente qualquer resquício de irritação:

- Amor, não aconteceu nada de ruim! Só quero que você abra essa porta, pois estou aqui parado no corredor.

Meu coração deu um salto desordenado, batendo contra as costelas com tanta força que parecia querer escapar. O ar sumiu dos meus pulmões. Merda. Ele estava ali. Aquele homem delicioso, imponente e completamente louco estava a poucos centímetros de mim.

Abri a porta de supetão, dei de cara com os olhos azuis mais intensos do mundo e pulei em cima dele, laçando seu pescoço com força e colando minha boca na dele com a urgência de quem estava faminta por um toque real.

- Amor, por que você não avisou que vinha? Eu poderia ter te buscado no aeroporto, a gente teria se organizado! - sussurrei contra seus lábios, sentindo o cheiro familiar do seu perfume e o calor do corpo dele me envolvendo.

Heitor sorriu de lado, aquele sorriso de canto que fazia meu estômago dar piruetas, e apertou minha cintura com firmeza contra a porta que ele acabara de fechar e trancar.

- Minha tigresa, eu queria te fazer uma surpresa... Estou louco de saudade desse corpo delicioso e suculento. Dessa intimidade gostosa que não sai da minha cabeça. Quero te fazer gozar chupando esses seios até você perder o fôlego.

Caralho!

Bastava ele abrir a boca para que a minha calcinha ficasse completamente ensopada. O homem mal teve paciência para esperar eu me afastar e já foi desabotoando a minha blusa com uma pressa quase desesperada, revelando minha pele ao ar fresco da sala.

O volume duro feito rocha do seu membro pressionava o tecido da minha calça, cutucando minha barriga e me lembrando exatamente por que eu perdia o juízo perto dele.

Heitor desceu os lábios quentes pelo meu pescoço, mordiscando a pele sensível da clavícula antes de abocanhar meu seio com uma voracidade que me fez arquear as costas. A língua dele deslizou firme, fazendo o mamilo endurecer instantaneamente sob a sucção experta.

- Quero que você goze com a minha boca no seu seio, como já fiz tantas vezes, minha delícia! Você é tão gostosa, Tamara... - ele murmurou entre uma tragada e outra, erguendo o rosto para me encarar com os olhos escuros de desejo. - Quero que você volte logo para Santa Catarina de vez. Não aguento mais ficar longe da minha namorada e, em breve, da minha esposa. Quero logo me casar com você. Tamara, aceita se casar comigo, meu amor?

Pisquei, completamente atônita. Como é que um homem faz um pedido de casamento oficial enquanto está com a cabeça enfiada no meu decote, a segundos de me fazer delirar?

- Responde, minha tigresa, você aceita ser minha para sempre? - insistiu, mordiscando de leve a ponta do meu seio.

Só podia ser doido varrido! Eu estava à beira do precipício do orgasmo, com aquela boca maravilhosa trabalhando a meu favor, e ele exigindo uma resposta racional.

O estímulo continuou implacável até que meu corpo cedeu. Gozei ali mesmo, forte, com um estremecimento que subiu das pernas até a raiz dos cabelos. Incrível.

Era o único homem no mundo que conseguia me fazer atingir o ápice apenas com gestos assim. No passado, com o traste do meu ex, o sexo era mecânico, apressado; ele parecia o Flash, terminava em minutos e virava para o lado, pouco se importando se eu havia sentido qualquer prazer. Mas Heitor não. Ele fazia questão de me esgotar de prazer.

- Que delícia, amor... Te ver gozar só com a minha boca chupando esse seio macio. Quero te foder a noite toda. Meu membro está querendo se enterrar nessa intimidade gostosa demais. Só minha e de mais ninguém! - rosnou contra minha pele, com aquela possessividade latente que às vezes me assustava, mas que na maior parte do tempo me incendiava.

- Sou toda sua, meu loiro! Completamente sua... - respirei fundo, tentando recuperar o ar. - E respondendo ao seu pedido absurdo... SIM! Eu aceito me casar com você! Já temos anos de história e está mais do que na hora de dar esse passo rumo à nossa felicidade.

- Ótimo. Quero que você seja minha para sempre, porque você está sendo muito má me deixando sozinha naquele casarão em Santa Catarina - ele disse, colando sua boca na minha em um beijo profundo e urgente.

A mão dele deslizou pela minha coxa, apertando a carne com força e provocando ondas de calor. Quando seus dedos longos tocaram o meu clitóris por cima da calcinha, meu corpo inteiro deu um solavanco. Ele invadiu minha intimidade com facilidade, encontrando-me encharcada, e logo retirou os dedos, deixando-me momentaneamente vazia e faminta pelo toque.

Encarei seus olhos brilhantes de tesão.

- O que você quer, minha linda? Fala para o seu homem.

- Quero que você pare de me torturar e me faça gozar com esses dedos... - pedi, com a voz falhada, arqueando o quadril em direção à sua mão.

Ele abriu um sorriso convencido, enfiando os dedos com firmeza e ritmo dentro de mim até que um segundo orgasmo me arrancasse um gemido alto da garganta.

Chegou a minha vez de dar o troco. Abaixei-as calças dele com pressa, liberando aquele pênis enorme, pesado e pulsante. Minha boca já salivava de pura vontade. Encaixei-o entre meus lábios, chupando com força, alternando o ritmo, sentindo-o gemer grosso enquanto minhas mãos apertavam suas coxas duras.

Ele me levantou, jogou-me no sofá e posicionou-se entre minhas pernas.

- Não fecha as pernas, meu amor. Me deixa ver você gozando lindamente... Quero ver essa vagina toda aberta para mim, brilhando de mel, para eu te chupar inteirinha! - ordenou com a voz áspera.

A submissão ali nunca foi fraqueza; era acordo mútuo de prazer. Sua língua desceu rasgando, abrindo caminho até me encontrar de um jeito que me fez perder a noção do tempo e do espaço. Gozei pela terceira vez na noite, tremendo inteira, achando que minhas forças haviam acabado.

Mas Heitor não aceitava descanso. Ele me virou, penetrando-me de uma só vez, fundo e implacável, preenchendo cada centímetro com um ritmo ríspido que fazia a madeira do sofá ranger.

- Isso... Vai, amor, me fode gostoso! - gritei, enterrando as unhas nas costas dele.

- Que entrada deliciosa... Vem junto comigo, mela meu membro! Vem, meu amor! - ele rugia, socando com mais força até que o quarto orgasmo me desestruturou de vez, fazendo meu corpo amolecer por completo.

Deitei-ofegante, encarando o teto, achando que enfim teríamos paz para conversar. Mas a calmaria durou pouco.

- Amor, chega... Estou morta de cansada, sabia, meu loiro? Ainda bem que temos dias inteiros pela frente para matar essa saudade acumulada... - comentei, fechando os olhos com um sorriso cansado.

Heitor parou de se mexer, apoiando o peso nos cotovelos, e soltou um suspiro que imediatamente me deixou em alerta.

- Minha tigresa... sobre isso. Eu não vou poder passar muito tempo aqui no Rio.

Abri os olhos bruscamente.

- Como assim?

- Vou precisar fazer uma viagem de negócios a trabalho para Portugal. Vou passar uma semana em Lisboa para um congresso internacional do setor... e meu voo de ida é amanhã cedo.

O silêncio que se abateu sobre a sala foi ensurdecedor. Senti o sangue ferver nas minhas veias, subindo quente pelo pescoço até as orelhas. Afastei-me dele de um salto, puxando a blusa para cobrir o peito, sentindo a raiva substituir o calor do prazer em microssegundos.

- Como é que é? Você vai para Portugal amanhã e só me avisa agora? Por que você não me contou antes? - alterei o tom, indignada. - Quando eu planejo ir a qualquer lugar, faço questão de te avisar, de alinhar as coisas. Você deveria ter o mesmo respeito por mim, Heitor! Poxa, pensei que íamos passar uma semana inteira juntos, aproveitando cada segundo depois de tanto tempo separados. E você vai embora amanhã de manhã? Sério mesmo? Desde quando você sabe dessa merda desse congresso?

Ele passou a mão pelos cabelos loiros, visivelmente desconfortável com a minha reação, sabendo perfeitamente que pisara em terreno minado.

- Minha linda, me perdoa... Eu acabei esquecendo de te avisar com antecedência, a rotina lá em Santa Catarina está uma loucura, com contratos e reuniões em cima da hora. Mas poxa, você bem que podia ir comigo! Já pensou que maravilhoso seria ter você lá em Portugal do meu lado? - tentou argumentar, com um sorriso amarelo nos lábios.

- Ah, qual é, Heitor! Golpe baixo do caralho! Você sabe perfeitamente que eu amo viajar, que meu sonho é expandir meus conhecimentos no turismo, e que se eu não estivesse com a agenda apertada no final do meu curso aqui no Rio, eu iria na mesma hora. Mas você está jogando isso em cima de mim de última hora! Você largaria tudo para morar aqui no Rio se a situação fosse inversa? Porque eu sei que estou me programando para ir morar em Santa Catarina, mas e você?

A menção à mudança feria feridas antigas. Nós já havíamos passado por crises feias justamente por causa de inseguranças e distâncias. Em dado momento do nosso namoro, o ciúme descontrolado daquela ex-modelo magrela e cheia de pose que orbitava a vida dele no Sul havia nos destruído por meses.

Eu havia perdido a cabeça, dito coisas horríveis que me arrependia - xingamentos que ele detestava ouvir -, o que nos custou um tempo separados até nos reencontrarmos no aniversário do meu afilhado Luan. Havíamos feito as pazes recentemente, jurando que a sinceridade seria a base de tudo.

E agora ele me aparecia com uma viagem internacional relâmpago, sozinho.

Isso mesmo, Brasil. SOZINHO.

Merda. Meu estômago embrulhou.

- Amor, calma... Deixa eu te falar uma coisa antes que a fofoca chegue até você por terceiros, antes que a Celina comente alguma coisa - Heitor começou a falar com um tom cauteloso que me deu calafrios na espinha. - A Amber também vai para o mesmo congresso em Portugal. Você sabe que ela trabalha com o setor de design e eventos de moda internacional, não sabe? Mas isso não muda absolutamente nada entre nós. Você sabe que eu só amo você, que eu nem converso com ela há anos... Fica tranquila, não coloca minhoca na cabeça.

O nome caiu na sala como uma granada sem pino.

A ex. A mulher magra, elegante, sofisticada, que pertencia ao passado dele e que, por mais que ele dissesse o contrário, ainda rondava os meus piores pesadelos de insegurança.

Saí correndo para o outro lado da sala, cruzando os braços com tanta força que meus dedos cravavam nos meus próprios ombros. A raiva era tanta que eu sentia vontade de quebrar alguma coisa.

Era só o que me faltava!

O meu noivo - recém-pedido em casamento - ia passar uma semana inteira no exterior, no mesmo evento, sob o mesmo teto ou cidade, que a maldita ex-namorada dele. E ele ainda tinha a coragem de olhar na minha cara e pedir para eu "não ficar com a cabeça cheia de coisas".

Que ódio!

A mulher era linda, culta, de pernas longas, e eu tinha a impressão nítida, queimando no fundo do meu peito, de que ela nunca havia superado o Heitor de verdade. E agora o destino - ou a conveniência profissional - os colocava a milhares de quilômetros do Brasil, longe dos meus olhos.