O Divórcio da Linha Reta
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O corredor do hospital cheirava a desinfetante e a medo. Meu pai estava a morrer, e eu precisava do meu marido, Leo, para assinar os papéis da cirurgia que o poderia salvar. Liguei-lhe incessantemente, implorando que viesse, mas a sua voz irritada afirmou: "Não posso ir agora. A Clara torceu o tornozelo. Ela precisa de mim. Tu consegues resolver isso, Sofia." Enquanto o monitor cardíaco do meu pai se tornava uma linha reta, Leo apareceu, horas depois, com um café e uma preocupação encenada. Ele justificava-se com a "sensibilidade" da Clara, a "fraternidade" que os unia, e como ela era…