O Cheiro do Desespero
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O cheiro a desinfetante ainda me persegue, sufocante, misturado com o eco das palavras que me arrancaram o chão: "O seu filho, infelizmente, não sobreviveu." Minhas mãos tremiam, sujas de terra e o sangue seco do meu Leo, que há poucas horas prometia um gelado depois do futebol. Mas no hospital, o meu pesadelo nem tinha começado. Meu marido, Pedro, e minha sogra, Elvira, ignoraram minha dor. O foco deles? A Sofia, irmã de Pedro, a condutora negligente que causou o acidente. "Graças a Deus que estás bem, Sofia!", exclamou Elvira, enquanto Pedro, por telefone, berrava que a irmã…