O Silêncio de Uma Morte Anunciada
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Quando o médico me disse que a minha filha, a pequena Sofia, estava morta, o mundo à minha volta silenciou. Eu tinha-a levado para o hospital com febre alta, enquanto o meu marido, Pedro, estava em casa da mãe dele, a cuidar de um tornozelo torcido que, afinal, nem sequer estava inchado. Liguei-lhe dezenas de vezes. Nenhuma resposta. Quando finalmente atendeu, a sua voz transbordava irritação: "O que foi, Ana? Já não te disse que a minha mãe precisa de mim? Ela não para de se queixar das dores. Não posso sair daqui agora." Eu sussurrei: "Pedro, a Sofia..." Ele interrompeu com…