O Silêncio Que Afogou Um Amor
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A tela do meu celular mostrava 18 chamadas não atendidas. Meu marido, Pedro, não me atendeu. Eu estava presa no carro, a água da enchente subindo rapidamente, grávida de nove meses. Meu filho, que deveria nascer em duas semanas, agora estava morto. Liguei dezoito vezes, em pânico, pedindo ajuda. A voz dele, do outro lado da linha, era irritada: "Não posso, Sofia. A Eva está com problemas, o cachorro dela foi atropelado. Você é adulta, ligue para os bombeiros." Ele desligou. Ignorou meu desespero para salvar o cão de sua "amiga de infância", Eva. Quando acordei no hospital, meu filho…