O Grito Silencioso de Helena
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Quando abri os olhos, o cheiro de desinfetante e a dor no ventre eram lembretes cruéis: o nosso bebé, o Léo, tinha partido. Com a voz embargada, liguei para o meu marido Pedro, que estava na festa de aniversário da irmã, Eva. Esperei apoio, consolo. Em vez disso, ouvi a sua voz impaciente e, então, fui chamada de "dramática". A minha sogra, Laura, sentada friamente ao lado da cama, culpou-me e defendeu a indiferença do filho, dizendo que a festa da Eva era mais importante. Aquele desprezo cortou-me mais que a dor física. Mas o verdadeiro choque veio quando a Eva publicou a felicidade na…