O Amor Que a Morte Não Apagou
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Eu segurava o relatório médico, cada palavra um prego no meu caixão. Um tumor cerebral terminal. Três meses, na melhor das hipóteses. Nesse mesmo dia, o jornal anunciava o noivado de Leonel Contreras com Sofia. Ele, o meu ex-namorado. O meu meio-irmão. O homem que eu amava mais que a própria vida. Amassei o papel. Se a morte se aproximava, eu não a passaria num hospital. Iria lutar para ter de volta o que era meu. Eu sabia que ele me desprezava, que me via como uma manipuladora, a filha da mulher que destruiu a sua família. O ódio nos seus olhos era um espelho do meu próprio…