Depois de reconhecer o pai do homem mais rico, seu namorado que fingiu ser pobre por três anos se arrependeu de sua loucura.
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Estava no terceiro ano tocando minha floricultura para manter meu namorado, Leo Donovan, de pé, e ele tinha acabado de declarar falência. De novo. Na primeira vez, vendi a casa que minha avó me deixou por ele, quitando cem mil dólares. Na segunda, desenterrei a poupança que minha mãe tinha guardado para o meu dote e quitei duzentos e cinquenta mil. Dessa terceira vez, encarei os olhos perdidos e vazios dele, com os dedos apertando o número do meu pai bilionário — o homem que, na minha cabeça, estava morto para mim havia anos. Hesitei, pensando se deveria ligar. Mas, naquela mesma noite,…
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Estava no terceiro ano tocando minha floricultura para manter meu namorado, Leo Donovan, de pé, e ele tinha acabado de declarar falência. De novo. Na primeira vez, vendi a casa que minha avó me deixou por ele, quitando cem mil dólares. Na segunda, desenterrei a poupança que minha mãe tinha guardado para o meu dote e quitei duzentos e cinquenta mil. Dessa terceira vez, encarei os olhos perdidos e vazios dele, com os dedos apertando o número do meu pai bilionário — o homem que, na minha cabeça, estava morto para mim havia anos. Hesitei, pensando se deveria ligar. Mas, naquela mesma noite, sem querer, vi uma mensagem aparecer num grupo privado do SnapChat no tablet dele:
"Ei, Leo, qual valor a gente coloca no contrato dessa vez? Da dívida da falência, quero dizer."
"Coloca um milhão e meio. Senão a florista paga tudo de uma vez de novo. Muito sem graça, né?"
"O Leo sempre tem as melhores brincadeiras. Soube que a florista faz as flores desabrocharem de dia e faz você 'desabrochar' de noite. Nunca cansa de brincar com ela, hein?"
Larguei o tablet dele devagar e disquei o número do meu pai bilionário.
"Você só quer me forçar a assumir os negócios da família e casar com o seu protegido, não é? Tá bom. Eu caso com ele."
"Mande alguém me buscar em três dias."
Desliguei com o papai. Leo voltou, com uma nota promissória assinada na mão.
"Ivy, sinto muito. Devo mais um milhão e meio dessa vez. Sou um inútil."
A atuação dele era impecável. Aquele olhar perdido sempre me fazia dizer:
"Tudo bem, a gente supera isso junto. Uma hora a gente paga tudo."
Mas agora, só observei em silêncio o vislumbre de um relógio aparecendo por baixo do punho da camisa dele. Parecia um relógio comum, mas eu já tinha visto numa revista. Custava vinte e cinco milhões de dólares. Leo tinha um relógio de vinte e cinco milhões e não conseguia pagar uma dívida de um milhão e meio. Eu não tinha nada, mas estava prestes a fazer um empréstimo abusivo por ele. Meus sentimentos genuínos tinham virado licença para ele brincar comigo, para me manipular sem o menor remorso. Vendo meu olhar fixo no pulso dele, Leo nem se abalou. Me puxou para os braços dele, sem mudar a expressão.
"É falso, Ivy. Quando eu ficar rico, compro tudo que você quiser."
Ele sabia que eu era pobre, que eu não reconheceria essas marcas de luxo. Nem precisava pensar duas vezes antes de mentir para mim. Desviei o olhar, só para ver novas mensagens surgindo no grupo do SnapChat no tablet, que ainda estava ao meu lado.
"Leo, o que a garotinha vai vender para pagar a dívida dessa vez? As flores, a casa ou… ela mesma?"
"As mulheres com quem o Leo 'brinca' devem ser qualquer coisa. Se ela estiver se vendendo, eu compro uma noite primeiro!"
As mensagens seguintes foram uma enxurrada de comentários vulgares e "eu também". Três anos com Leo, e eu o socorri da falência duas vezes. Na primeira, vendi a casa que minha avó me deixou. Leo me abraçou forte, prometendo que me daria um lar. Mas a gente morava num apartamento bolorento de porão, pagando quatrocentos dólares por mês durante dois anos, e então ele voltou com outra nota promissória de trezentos mil. Mesmo assim, não culpei ele. Em vez disso, peguei o dote que minha mãe tinha guardado para mim e cobri as dívidas dele. Ele se ajoelhou diante de mim, jurando que, ao aceitar meu dote, era meu marido, que me amaria e me respeitaria pela vida toda. Mas as promessas dele? Eram todas mentira, do começo ao fim. A atenção de Leo foi atraída pelo som insistente do celular. Ele me olhou, viu que eu não estava prestando atenção, e então abriu o celular tranquilamente para rolar as mensagens do grupo. Logo, franziu a testa, e os lábios se apertaram numa linha dura. Tocou algumas vezes na tela, e a mensagem dele apareceu no chat do grupo:
"Saiam todos fora! Só sentem e curtam o show!"
Leo largou o celular. Depois de um longo silêncio, me puxou para os braços dele de novo, um abraço enjoativo.
"Ivy, eu prometo, essa é a última vez. Quando essa dívida for paga, eu caso com você, está bem?"
Olhei para a expressão "sincera" dele e, de repente, achei tudo profundamente ridículo.Quem diria que eu era tão insignificante? A ponto de um playboy rico se dar a todo esse trabalho para me enganar. A ponto de até se rebaixar a falar em casamento. Se, no início, eu quisesse confrontá-lo e perguntar se ele achava alguma graça naquilo… Agora, eu já nem tinha forças para cobrar explicações. Eu me afastei dele com calma.
"Mas, Leo, estou sem dinheiro."
Leo ficou paralisado, provavelmente sem esperar aquela reação de mim. Afinal, na cabeça dele, eu já deveria estar me desdobrando para encontrar um jeito de pagar as dívidas dele. Mas, num instante, o rosto dele se contorceu numa careta de raiva.
"Ivy, você é igual a todas as outras? Você acha que eu sou um fracassado? Que eu nunca vou ter sucesso?"
"Eu sabia! Eu me enganei com você!"
Dizendo isso, ele saiu furioso, batendo a porta atrás de si. Eu o vi partir, sabendo que ele estava tentando me intimidar para que eu me submetesse. Mas não o chamei de volta. Em vez disso, peguei meu celular e bloqueei cada um dos contatos dele. Depois peguei a nota promissória. Sem nome do credor, sem assinatura do devedor. Algo tão obviamente falso, e eu, idiota, tinha caído nessa duas vezes. Soltei uma risada de autodepreciação e liguei para a imobiliária.
"Alô, vocês podem me ajudar a encontrar um inquilino para assumir a minha floricultura na Rua Central?"
"Ei, Leo, qual valor a gente coloca no contrato dessa vez? Da dívida da falência, quero dizer."
"Coloca um milhão e meio. Senão a florista paga tudo de uma vez de novo. Muito sem graça, né?"
"O Leo sempre tem as melhores brincadeiras. Soube que a florista faz as flores desabrocharem de dia e faz você 'desabrochar' de noite. Nunca cansa de brincar com ela, hein?"
Larguei o tablet dele devagar e disquei o número do meu pai bilionário.
"Você só quer me forçar a assumir os negócios da família e casar com o seu protegido, não é? Tá bom. Eu caso com ele."
"Mande alguém me buscar em três dias."
Desliguei com o papai. Leo voltou, com uma nota promissória assinada na mão.
"Ivy, sinto muito. Devo mais um milhão e meio dessa vez. Sou um inútil."
A atuação dele era impecável. Aquele olhar perdido sempre me fazia dizer:
"Tudo bem, a gente supera isso junto. Uma hora a gente paga tudo."
Mas agora, só observei em silêncio o vislumbre de um relógio aparecendo por baixo do punho da camisa dele. Parecia um relógio comum, mas eu já tinha visto numa revista. Custava vinte e cinco milhões de dólares. Leo tinha um relógio de vinte e cinco milhões e não conseguia pagar uma dívida de um milhão e meio. Eu não tinha nada, mas estava prestes a fazer um empréstimo abusivo por ele. Meus sentimentos genuínos tinham virado licença para ele brincar comigo, para me manipular sem o menor remorso. Vendo meu olhar fixo no pulso dele, Leo nem se abalou. Me puxou para os braços dele, sem mudar a expressão.
"É falso, Ivy. Quando eu ficar rico, compro tudo que você quiser."
Ele sabia que eu era pobre, que eu não reconheceria essas marcas de luxo. Nem precisava pensar duas vezes antes de mentir para mim. Desviei o olhar, só para ver novas mensagens surgindo no grupo do SnapChat no tablet, que ainda estava ao meu lado.
"Leo, o que a garotinha vai vender para pagar a dívida dessa vez? As flores, a casa ou… ela mesma?"
"As mulheres com quem o Leo 'brinca' devem ser qualquer coisa. Se ela estiver se vendendo, eu compro uma noite primeiro!"
As mensagens seguintes foram uma enxurrada de comentários vulgares e "eu também". Três anos com Leo, e eu o socorri da falência duas vezes. Na primeira, vendi a casa que minha avó me deixou. Leo me abraçou forte, prometendo que me daria um lar. Mas a gente morava num apartamento bolorento de porão, pagando quatrocentos dólares por mês durante dois anos, e então ele voltou com outra nota promissória de trezentos mil. Mesmo assim, não culpei ele. Em vez disso, peguei o dote que minha mãe tinha guardado para mim e cobri as dívidas dele. Ele se ajoelhou diante de mim, jurando que, ao aceitar meu dote, era meu marido, que me amaria e me respeitaria pela vida toda. Mas as promessas dele? Eram todas mentira, do começo ao fim. A atenção de Leo foi atraída pelo som insistente do celular. Ele me olhou, viu que eu não estava prestando atenção, e então abriu o celular tranquilamente para rolar as mensagens do grupo. Logo, franziu a testa, e os lábios se apertaram numa linha dura. Tocou algumas vezes na tela, e a mensagem dele apareceu no chat do grupo:
"Saiam todos fora! Só sentem e curtam o show!"
Leo largou o celular. Depois de um longo silêncio, me puxou para os braços dele de novo, um abraço enjoativo.
"Ivy, eu prometo, essa é a última vez. Quando essa dívida for paga, eu caso com você, está bem?"
Olhei para a expressão "sincera" dele e, de repente, achei tudo profundamente ridículo.Quem diria que eu era tão insignificante? A ponto de um playboy rico se dar a todo esse trabalho para me enganar. A ponto de até se rebaixar a falar em casamento. Se, no início, eu quisesse confrontá-lo e perguntar se ele achava alguma graça naquilo… Agora, eu já nem tinha forças para cobrar explicações. Eu me afastei dele com calma.
"Mas, Leo, estou sem dinheiro."
Leo ficou paralisado, provavelmente sem esperar aquela reação de mim. Afinal, na cabeça dele, eu já deveria estar me desdobrando para encontrar um jeito de pagar as dívidas dele. Mas, num instante, o rosto dele se contorceu numa careta de raiva.
"Ivy, você é igual a todas as outras? Você acha que eu sou um fracassado? Que eu nunca vou ter sucesso?"
"Eu sabia! Eu me enganei com você!"
Dizendo isso, ele saiu furioso, batendo a porta atrás de si. Eu o vi partir, sabendo que ele estava tentando me intimidar para que eu me submetesse. Mas não o chamei de volta. Em vez disso, peguei meu celular e bloqueei cada um dos contatos dele. Depois peguei a nota promissória. Sem nome do credor, sem assinatura do devedor. Algo tão obviamente falso, e eu, idiota, tinha caído nessa duas vezes. Soltei uma risada de autodepreciação e liguei para a imobiliária.
"Alô, vocês podem me ajudar a encontrar um inquilino para assumir a minha floricultura na Rua Central?"